A II edição do Congresso Nacional de Surf começou no domingo (11 de novembro) em Porto Alegre , mostrando uma visão de conceito para um dos esportes mais praticados no país.
Para abrir em grande estilo o evento, foram convidadas as entidades que regem o esporte para fazer uma mesa redonda e debater o Futuro do Surf no Brasil, representadas por Roberto Perdigão (ASP), Marcelo Andrade(ABRASP), Marcos Conde (CBS) e Orlando Carvalho, presidente da Federação Gaúcha de Surf.
O diretor da Podium Esportes e idealizador do Congressurf, Mário Silveira, abriu a noite dando boas vindas ao público presente e mostrando um pouco do que foi a primeira edição do evento, logo após os palestrantes começaram a debater o futuro da modalidade.
Marcos Conde, diretor da CBS, abriu a palestra mostrando o papel que a entidade exerce com o surf e seus principais eventos, e ainda disparou que o surf cresceu muito nos últimos anos mas ainda tem algumas arestas a serem preenchidas.
“ Precisamos abrir mais oportunidades e planos de carreira para o surfista ter uma direção, pois a maioria ainda estão perdidos no mercado. Sistemas de bolsas para o brasileiro viajar mais, surfar em ondas boas e aprender inglês já seria um bom passo para o futuro”, diz Conde.
Para o diretor da CBS alguns talentos brasileiros não podem ficar eternamente disputando circuitos amadores, pois esta atitude faz com que os próprios não tenham uma visibilidade maior e ainda tiram o lugar de outras promessas que possam surgir.
Já o diretor executivo da ABRASP, Marcelo Andrade, iniciou fazendo uma breve retrospectiva do surf brasileiro até os dias atuais, depois falou das boas perspectivas para o futuro.
“As possibilidades para o futuro do surf brasileiro são boas porque a econômia tende a crescer a patamares maiores nos próximos anos, dando ao mercado de surfwear e aos que investem neste ramo uma chance de maiores investimentos em patrocínios de atletas e de campeonatos”, fala Andrade com otimismo.
Marcelo ainda disse que o surf cresceu muito pela tecnologia avançada, convergência de mídias, mas é preciso algumas alternativas para alcançar mais adeptos, tais como campeonatos mais curtos e no futuro uma piscina de ondas.
A ASP, representada por Roberto Perdigão, enfatizou que a entidade trabalha há 20 anos para formar um campeão mundial e tem o compromisso de manter o Brasil entre os surfistas top 44 do mundo.
“ O sincronismo entre as entidades, criação de novos circuitos e oportunidade para os talentos da nova geração já é um grande passo para alcançarmos um futuro promissor”, conclui.
A segunda palestra da noite foi uma verdadeira aula de conhecimento com precursor do surf na TV aberta. Emanuel Castro atua nas organizações Globo desde 1985 e é hoje diretor geral do Sportv e disse que a mídia e o esporte tem muito a ensinar um ao outro.
“ Temos ainda um caminho a desbravar, pois o surf tem um custo alto, não possui patrocínio nas suas transmissões e ainda sofre com a baixa audiência. Mesmo assim eu acredito e elevo o esporte, pois acredito que temos muito a ganhar com ele”. Diz
Emanuel ainda mostrou dados estatísticos e parâmetros de audiência de diferentes modalidades de esportes e disse que o Brasil é exemplo de mídia surf para o mundo inteiro, pois é o único lugar do planeta onde os telespectadores assistem todas as baterias do WCT ao vivo pela SporTV.
O primeiro dia de Congressurf revelou , através da pesquisa de satisfação com o público, conceito excelente e teve como ponto forte da noite as diversas perguntas de relevância feitas pelos congressistas, que vieram de todo o Brasil para se abastecer de informação e conhecimento.
“ Viajei do Paraná para Porto Alegre apenas para me reciclar com o esporte e evoluir meus conhecimentos. A primeira noite superou as expectativas e através do diretor da Globo consegui saber como funciona esta relação da mídia com o surf. Já estou na expectativa para as próximas palestras e cursos, pois pretendo sair daqui entendendo cada vez mais de surf”, conclui Rafael Mattos.
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